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OpenClaw: agentes para equipes

OpenClaw e agentes compartilhados - Apresentação

Apresentando o instrutor e o ambiente do curso

Sejam bem-vindos a mais um curso da Alura! Somos o Ricardo Bugan, Head (líder) de Produto e desenvolvedor, e seremos o instrutor deste curso de OpenClaw.

Estamos usando uma instância da Hostinger, que será a VPS (servidor virtual privado) utilizada ao longo do curso. Não é obrigatório usar a Hostinger: também é possível usar a HostGator ou outras ferramentas, ou ainda fazer uma instalação própria do OpenClaw.

Definindo o foco do curso e conectando o Slack

Vamos focar em casos de uso: quais são as possibilidades de utilizar o OpenClaw no dia a dia da empresa. Conectamos o OpenClaw ao Slack, um caso bem comum, já que muitas empresas usam o Slack como ferramenta de comunicação interna e de integração entre pessoas. Vamos criar nossos agentes ali.

Conhecendo os agentes Kai e Karina

Temos dois agentes, o Kai e a Karina, com funções e canais diferentes. O Kai fica no canal da nossa daily (reunião diária) dos devs, e a Karina fica no canal de onboard (integração). Vamos ver que esses agentes respondem conforme a nossa configuração do OpenClaw. No OpenClaw, também temos os agentes Kai e Karina configurados.

Todos os agentes têm seus próprios arquivos, que vamos detalhar mais adiante: para que servem e como pensamos a configuração de cada um.

Atribuindo tarefas aos agentes

Também vamos atribuir tarefas aos agentes, como Cron Jobs - tarefas agendadas que eles executam e cujo resultado nos enviam. O Kai, por exemplo, realiza a daily dos devs no dia que configurarmos, e atrela isso a um quadro do Trello, conseguindo manipular esse quadro e fazer a gestão da agilidade do time pelo Slack. Assim, o time não precisa sair do Slack para operar com os assistentes.

Comparando com assistentes pessoais

Vamos discutir as vantagens desse modelo e como ele difere do Claude, do Gemini, do Codex, do Antigravity e de outras ferramentas. A ideia é ter uma infraestrutura de agentes compartilhável com a equipe ou a empresa, e não restrita só à máquina pessoal e às pastas locais, como propõem o Claude e o Gemini.

Vamos entender melhor essa ferramenta e como ela pode ser usada no dia a dia de uma empresa e de uma equipe.

OpenClaw e agentes compartilhados - Usando VPS e linha de comando

Apresentando o curso e definindo o uso de VPS na Hostinger

Vamos começar nosso curso. Antes de usarmos a ferramenta de fato, vamos apresentar o que faremos, para quem este curso foi pensado e como é o paradigma do OpenClaw.

Usaremos a Hostinger como nossa provedora do OpenClaw, que vem com o aplicativo já instalado em uma VPS (servidor virtual privado).

Como primeiro ponto de segurança no uso do OpenClaw, vamos utilizar uma VPS e não instalar no computador pessoal, pois a ferramenta tem acesso à máquina inteira e é voltada a manter assistentes na nuvem disponíveis o tempo todo, conectados a vários canais.

Definindo o público-alvo e introduzindo a linha de comando

Com isso, falamos com quem vai montar a infraestrutura ou os processos do OpenClaw: provavelmente uma pessoa da área de TI, com entendimento de como tudo vai funcionar. Se você não é da área de TI e atua como pessoa gestora das áreas de produtos, marcas, comercial e afins, pode acompanhar o curso, que está disponível para visualização. No entanto, provavelmente haverá mais dificuldade para entender como configurar e onde localizar as ferramentas no dia a dia.

Aqui vamos usar bastante a linha de comando; vamos mostrar os comandos do OpenClaw que podemos utilizar para organizar e realizar as configurações. No uso do OpenClaw, mesmo havendo uma interface gráfica, em alguns momentos ela não consegue conectar: está em execução, mas indica que não é possível estabelecer conexão.

Detalhando as limitações da interface gráfica e a necessidade do CLI

Apesar de existir a interface gráfica, na hora de configurar tarefas e agentes há itens que não estão presentes na interface ou são pouco claros. Por exemplo, na área de agentes não há um botão para adicionar um novo agente; para isso, precisamos do CLI (linha de comando).

O mesmo ocorre na parte de configurações. Se entrarmos em Canais e abrirmos o Slack, há uma interface extensa, com muitas opções. Na nossa experiência, ter o CLI disponível, com as configurações pelo terminal, torna o trabalho mais simples, com menos ruído visual do que pela interface gráfica.

Orientando a abordagem do curso e exemplificando casos de uso

Neste curso, vamos demonstrar algumas ações no terminal e outras na interface. A orientação geral é para quem tem familiaridade com o terminal e vai montar a infraestrutura do OpenClaw para disponibilizá-la ao restante da empresa.

Pense neste curso como um espaço no qual vamos apresentar casos de uso, enquanto alguém de infraestrutura da sua empresa fará a implantação: haverá um servidor na nuvem; as configurações serão feitas via CLI; existirão conexões entre várias ferramentas e permissões a conceder. Tudo isso é mais simples para quem administra ferramentas e atua em TI e infraestrutura.

Os casos de uso apresentados servirão para entender como a ferramenta funciona durante o curso e para traduzir esse funcionamento ao seu contexto.

Vamos iniciar o curso para entender como é a arquitetura do OpenClaw, o que o OpenClaw faz e como nós vamos utilizá-lo durante este curso.

OpenClaw e agentes compartilhados - Avaliando agentes na nuvem

Comparando o modelo compartilhado com assistentes pessoais

Vamos entender a vantagem de ter um modelo compartilhado: qual a diferença entre o Claude, o Gemini ou outros assistentes pessoais, e o que o OpenClaw consegue oferecer - e por que, e quando, faz sentido escolher o OpenClaw.

O OpenClaw é uma ferramenta que permite criar vários agentes de inteligência artificial - vários assistentes de IA - usados por canais de comunicação como Slack, Discord, Teams, WhatsApp e Telegram. Ao conectar o OpenClaw a uma ferramenta naturalmente compartilhada entre várias pessoas, mais de uma pessoa passa a usar o mesmo assistente, centralizando a configuração dele.

Conectando canais e provedores de LLM

O OpenClaw fica sempre online e disponível porque está hospedado na nuvem. Neste curso, usamos a Hostinger como operadora: ela traz a VPS já com o OpenClaw pré-instalado. A HostGator oferece algo parecido. Também seria possível instalar o OpenClaw na AWS, na Azure ou em qualquer provedor de nuvem, pagando por uma instância e instalando via Docker ou outro método.

O OpenClaw se conecta a várias aplicações. Para empresas, as principais costumam ser Teams, Slack e, dependendo do uso, Discord. Também é possível usá-lo com outras interfaces, como WhatsApp ou Telegram em um grupo da empresa.

O OpenClaw também é agnóstico em relação aos LLMs (modelos de linguagem): podemos usá-lo com Claude, OpenAI, Gemini ou outros provedores que a própria plataforma oferece - no caso da Hostinger, já há dois provedores pré-configurados para compra direta de créditos. Por ser agnóstico, podemos escolher o LLM e até usar vários provedores em paralelo, cada agente com o provedor mais adequado à sua tarefa: um melhor em análise de texto, outro mais conversacional, outro melhor para documentação.

Unificando a experiência dos agentes

O primeiro diferencial de ter um agente sempre disponível na nuvem é a unificação da experiência. Diferente do Claude, do Gemini e do Codex - assistentes pessoais instalados na máquina de cada pessoa -, o agente do OpenClaw fica instalado na nuvem, e todas as pessoas que interagem com ele recebem exatamente o mesmo conjunto de instruções: a identidade do agente, o tom de voz, os arquivos e a memória que ele acessa são compartilhados entre todos os usuários.

Isso é diferente do Claude: mesmo compartilhando um pacote de skills (habilidades) ou um plugin (extensão), o assistente de cada pessoa no Claude desenvolve sua própria memória e muda o jeito de responder - o tom de voz, a forma de comunicação e o foco nas informações variam de pessoa para pessoa. Isso se perde num assistente pessoal como Claude, Gemini ou Codex.

Centralizando a infraestrutura

Como o agente fica na nuvem e é compartilhado, é preciso um único time responsável pela infraestrutura: alguém precisa operar o OpenClaw e instalá-lo para toda a empresa. Isso centraliza a configuração: ou o próprio time cria novos agentes, ou só quem tem acesso à VPS pode fazê-lo.

Isso importa porque, sendo um assistente compartilhado por toda a empresa, uma configuração errada de qualquer pessoa pode derrubar o assistente de todo mundo. O OpenClaw ainda não é uma ferramenta simples de configurar: está em estágio inicial, apesar de ter quase um ano desde o lançamento, ainda em beta, e tende a quebrar com facilidade.

Avaliando o acesso à máquina e os riscos de segurança

Outra diferença é o acesso à máquina e à linha de comando. Em ferramentas como Claude Cowork, Gemini ou Antigravity, o assistente só acessa uma pasta dedicada, dentro da qual pode agir com o que autorizarmos e com os MCPs conectados a ele. Já no OpenClaw, os agentes têm acesso a todo o computador e ao CLI completo: o OpenClaw não restringe como o CLI é usado nem limita o escopo de ação do agente na máquina.

Existem algumas diretrizes, e cada agente tem seu próprio workspace (pasta de trabalho), mas ainda assim é possível acessar o resto da máquina, ver outros agentes e modificar configurações. Esse é um detalhe de segurança importante, e um dos motivos para não instalar o OpenClaw na máquina pessoal, e sim usá-lo na nuvem: já houve casos, principalmente no lançamento da ferramenta, de pessoas testando o OpenClaw na própria máquina e tendo a máquina inteira apagada, ou o HD cheio.

Esses efeitos colaterais ficam mais fáceis de reverter numa VPS: basta apagar a instância, criar uma nova e reconfigurar o OpenClaw. Vamos explorar essa ferramenta e ver alguns casos de uso, mas com cuidado: não instale o OpenClaw na sua máquina pessoal, use um provedor de nuvem.

Sobre o curso OpenClaw: agentes para equipes

O curso OpenClaw: agentes para equipes possui 118 minutos de vídeos, em um total de 39 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Automação & Produtividade em Inteligência Artificial, ou leia nossos artigos de Inteligência Artificial.

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