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Google Antigravity: desenvolvimento de software com agentes de IA

Ferramentas do Antigravity e MCPs - Apresentação

Apresentando o curso e o Antigravity 2.0

Boas-vindas a mais um curso da Alura sobre Antigravity! Neste curso, vamos aprender sobre essa ferramenta do Google, lançada recentemente na versão 2.0.

Estamos com a ferramenta aberta. Se você já usou o Antigravity antes dessa atualização, pode até estranhar esta interface. Na versão 2.0, o Google separou a experiência de interação com os agentes, que é esta interface do Antigravity 2.0, ou Agent Manager, como temos chamado, da experiência de IDE.

A experiência da IDE do Antigravity ainda existe e é muito mais parecida com o que já tínhamos antes. Agora, porém, há uma stack (pilha) diferente, a do 2.0, com uma conversa muito mais parecida com o Codex e com o Claude Code.

Conhecendo o projeto da locadora

Para explorar essa ferramenta e ver as features (funcionalidades) dela, vamos criar o projeto da nossa locadora. Nele, temos os carros disponíveis para aluguel, que podemos filtrar e cujos detalhes podemos ver. Também temos o cálculo do total do aluguel, baseado nas datas e no plano de proteção, ou seja, no que vamos adicionando ao carrinho de compras da locadora, com login e cadastro na interface.

Tudo isso será feito com o Antigravity, conectado ao Supabase e ao nosso Figma. Vamos usar o Figma como servidor MCP e o Supabase também como servidor MCP, e vamos trabalhar dentro do Antigravity para gerar esse site, a ferramenta que vai permitir alugar carros e desenvolver o nosso negócio.

Comparando o Antigravity com outras ferramentas

Ao longo do curso, vamos ver várias features diferentes e como a versão 2.0 se diferencia da versão anterior. Também vamos compará-lo sempre com o Codex, com o Claude Code e com as outras ferramentas de interface de assistentes de programação, observando como elas trabalham hoje em dia e quais são as boas práticas para trabalharmos com uma ferramenta desse tipo.

Vamos lá?

Ferramentas do Antigravity e MCPs - Comparando Agent Manager e IDE

Conhecendo o conjunto de ferramentas do Antigravity

Para começar este curso de Antigravity, estamos com a plataforma aberta para discutir quais ferramentas do Antigravity vamos de fato utilizar. Chamamos tudo de Antigravity, e o próprio Google fala em Antigravity 2.0 e na ferramenta Antigravity, mas, na verdade, ele criou um conjunto de ferramentas.

No site, há toda a parte de explicação e de marketing sobre para que serve, com muito destaque para o Antigravity 2.0. Mas também podemos ver que há uma CLI, um SDK para criar agentes e uma IDE. Portanto, dentro do que chamamos de Antigravity, temos quatro ferramentas possíveis. Na parte de produto, há a lista dos quatro produtos:

Explorando o Antigravity 2.0 e os modelos do Gemini

No curso, como dissemos, vamos utilizar duas ferramentas. A primeira é o que estão chamando de Antigravity 2.0, que já está aberta aqui. Ela é muito parecida com o Codex ou com o Claude Code: se você já usou alguma das duas, vai se familiarizar bastante com o Antigravity 2.0, porque, no fim, ele é um harness, uma ferramenta que nos ajuda a nos comunicarmos com o LLM.

Neste caso, já está selecionado o LLM Gemini 3.5 Flash com o nível Medium, que define o quanto de raciocínio ele vai ter. Também podemos usar High ou Low, ou seja, três níveis de raciocínio diferentes dentro do mesmo modelo de linguagem. Ou podemos usar o Gemini 3.1 Pro com Low ou High, com mais ou menos processamento e mais ou menos raciocínio na hora em que o modelo for rodar.

O Antigravity 2.0 é a interface do harness, com uma experiência muito próxima de um Claude Code ou de um Codex, e é um harness focado e enviesado para código. Por mais que ele tenha muitas funcionalidades que poderíamos usar no dia a dia de gestão de pessoas, de criação de documentos e de documentação de processos, é uma ferramenta pensada para devs, para quem vai escrever código.

Conhecendo a Antigravity IDE

Tanto que o Antigravity 2.0 é pareado com a IDE: há um botão na parte superior para abri-la. A IDE é claramente focada em desenvolvimento, e também vamos utilizá-la. Essa é a Antigravity IDE, que, quando lançaram o beta, em dezembro, era basicamente a única ferramenta.

A IDE é muito similar ao VS Code: temos o explorer do projeto, a barra de busca, o GitHub, as extensões, ou seja, tudo o que o VS Code tem. Além disso, ela traz a parte do agente conectado ao nosso harness, com a janela de chat do agente conectado ao Antigravity, e mais alguns recursos.

Portanto, a IDE e o Antigravity 2.0 são as duas ferramentas da stack do Antigravity que vamos usar neste curso.

Apresentando o projeto da Hermex

Vamos exemplificar o uso das ferramentas com este projeto, o da Hermex, uma locadora de veículos, que já está aberto aqui. Vamos simular e criar esse projeto para ver quais features o Antigravity 2.0 trouxe e como ficou a experiência separada entre a IDE e o harness, já que agora podemos usar os dois de forma independente, o que não era possível antes.

Para isso, vamos utilizar o Supabase. Para não precisarmos criar duas bases de código, o front-end e o back-end, vamos utilizar uma ferramenta de back-end as a service (back-end como serviço), que é o Supabase. Essa é a stack de ferramentas que vamos usar.

Diferenciando o harness da IDE

A principal diferença que precisamos ter em mente é que, quando o Google fala em Antigravity 2.0, ele se refere a essa interface de harness, na qual não temos acesso direto ao código. Basicamente, temos todos os chats com o LLM, com o agente, que conversa conosco e modifica o projeto no nosso lugar. É uma experiência diferente da IDE, onde temos acesso a todo o projeto e podemos mexer no código.

São, portanto, duas experiências diferentes, e vamos trabalhar com as duas em paralelo. Vamos tentar tirar o máximo proveito das features que esse harness traz e, quando necessário, mostrar na IDE onde as coisas ficam, caso você esteja mais acostumado e queira continuar o trabalho na IDE, de uma forma mais manual, sem depender do harness.

É isso que vamos fazer neste curso: explorar essas ferramentas, entender as features delas e como podemos tirar o melhor proveito de tudo isso.

Ferramentas do Antigravity e MCPs - Configurando MCPs

Selecionando a pasta do projeto

Vamos começar o nosso projeto. Para isso, primeiro precisamos configurar o Antigravity. O primeiro passo é selecionar a pasta de projetos, ou seja, a pasta do computador que vamos utilizar.

Se você já usou o Codex ou algum outro tipo de harness, esta parte vai ser bem familiar. Selecionamos uma pasta da máquina e damos acesso a ela para o harness, no caso o Antigravity, que passa a ter permissão de edição e manipulação dos arquivos dentro daquela pasta.

Criando um projeto com várias pastas

Vamos criar um novo projeto, no qual podemos selecionar uma pasta nossa. Outra opção é o Quickstart (início rápido), que cria uma pasta padrão, com um nome pseudoaleatório, dentro de uma pasta padrão do Antigravity. No nosso caso, já sabemos o que queremos fazer, então vamos clicar em "Novo Projeto".

Aqui já temos a primeira grande diferença do Antigravity em relação aos outros harness, pelo menos até agora. Pode ser que, em atualizações futuras, os outros também adicionem essa feature (funcionalidade). No Codex ou no Claude Code, cada projeto equivale a uma pasta, uma pasta-mãe à qual damos acesso.

No Antigravity, como ele é pensado para desenvolvimento, e é muito comum separarmos back-end, front-end, especificação e DevOps em repositórios Git e pastas diferentes, podemos selecionar mais de uma pasta na hora de criar o projeto.

Primeiro, adicionamos uma pasta, selecionando o local do computador onde queremos que esse código esteja. Será a pasta hermex, para o front-end, que é o sistema que vamos criar. Depois de selecionada, ela aparece aqui. Se quisermos adicionar uma segunda pasta, também podemos: vamos ter uma segunda pasta, por exemplo, para a especificação do projeto. Se fosse o caso, poderíamos criar ainda outra pasta para o back-end. Vamos criá-la e dar acesso às três pastas.

Dá para fazer isso nas outras ferramentas? Dá, mas normalmente daríamos acesso a uma pasta-mãe, a pasta raiz do projeto, com as subpastas de front-end, especificação e back-end dentro dela, para trabalhar e gerenciar tudo lá dentro. Aqui, o Antigravity já permite organizar o projeto em pastas diferentes, estejam elas dentro da mesma pasta-mãe ou não. Isso é bem vantajoso.

Finalizando a criação do projeto

Vamos remover uma das pastas. Agora temos a hermex e a de especificação, as duas pastas com que vamos trabalhar. Clicamos em "Next" (próximo). O nome do projeto já foi definido pelo nome da pasta, então está tudo certo. Vamos criar o projeto.

Quase nada mudou na interface. Basicamente, temos na parte superior o projeto em que estamos trabalhando. A partir dali, podemos abrir um novo projeto ou iniciar uma conversa sozinha, sem nenhum projeto. Porém, a ferramenta não informa em qual pasta estamos trabalhando dentro deste projeto.

Isso é algo que vamos ter de configurar: especificar para que serve cada pasta, uma prática super comum quando trabalhamos com harness. Para isso, vamos criar um arquivo de instruções para o nosso projeto.

Adicionando o MCP do Supabase

Também vamos aproveitar para adicionar os nossos MCPs. Acessamos as configurações, na parte de customização, onde fica a parte dos MCPs.

Vamos adicionar um MCP. O primeiro é o do Supabase. Ao adicioná-lo, ele pede uma autenticação: a mensagem informa que não foi possível inicializar porque falta autenticar. Ou seja, ele foi instalado, mas a autenticação não foi feita automaticamente. Clicamos no botão e ele pede um código. Vamos fazer isso fora do vídeo, porque esse código é secreto e não deve ser compartilhado com outras pessoas.

Adicionando o MCP do Figma e ligando o servidor local

O outro MCP que vamos adicionar é o do Figma, o Figma Dev Mode MCP. Ao adicioná-lo, repare que ele também apresenta uma mensagem de erro. Como ela pode estar pequena para você, vamos ler: houve um erro ao inicializar, com um POST rejeitado, enviado para 127.0.0.1.

Ou seja, diferente do Supabase, que tenta se conectar ao servidor MCP remoto para puxar as informações, o Figma está tentando se conectar a um servidor Figma local. Então precisamos criar esse servidor local ou mudar as configurações para ele usar o remoto.

Para ter um servidor rodando localmente, abrimos o aplicativo desktop do Figma, que já está instalado, no nosso projeto, no caso o da Hermex. Pressionamos Shift+D para mudar para o modo de desenvolvimento. Nesse modo, aparece na lateral a seção "MCP", onde podemos clicar em "Enable Desktop MCP Server" (habilitar o servidor MCP de desktop).

Ao habilitar, o servidor começa a carregar localmente. Fazendo um refresh (atualização), o Figma já funciona, conectado ao nosso servidor local.

No caso do Supabase, precisamos pegar o código de autenticação e passá-lo para que ele funcione. Vamos fazer isso fora do vídeo e, no próximo vídeo, o Supabase já estará configurado.

Configurando os MCPs pela IDE

Se, em vez de usar o harness, que é o Antigravity 2.0, você quiser fazer isso pela IDE, basta abri-la. Ao abrir, ela pergunta qual pasta queremos abrir. Vamos escolher a hermex, que é o nosso front-end, e clicar em "OK". Na segunda tela, ela pergunta se confiamos nessa pasta para abri-la, e então abre tudo.

Para configurar os MCPs por aqui, repare que ela já informa um "MCP Error". Se houver essa mensagem, podemos clicar nela e escolher "View MCP Settings" (ver configurações do MCP), que leva às configurações de MCP. Outra opção é pressionar Ctrl+P, digitar > e MCP, e escolher "Manage MCP Servers" (gerenciar servidores MCP).

Ao entrar, vemos os dois: o Supabase e o Figma, que já está configurado. Temos os dois arquivos de configuração nessa janela de "Manage MCPs", dentro da IDE do Antigravity.

No caso do Figma, podemos ver o raw file (arquivo bruto), que mostra para onde ele está mandando a requisição. Se quisermos mandar a requisição para o Figma remoto, basta trocar aqui a URL de conexão pela da conexão remota.

O arquivo fica em C:\Users\Administrador\.gemini\config\mcp_config.json:

{
  "mcpServers": {
    "supabase": {
      "serverUrl": "https://mcp.supabase.com/mcp"
    },
    "figma-dev-mode-mcp-server": {
      "serverUrl": "http://127.0.0.1:3845/mcp"
    }
  }
}

No caso do Supabase, já está tudo certo: só precisamos fazer a autenticação. A ideia aqui é apenas mostrar onde isso fica dentro da IDE para fazermos a configuração.

Sincronizando as configurações entre o Antigravity 2.0 e a IDE

Repare que as duas ferramentas estão conectadas. Configuramos tudo no Antigravity 2.0 e, quando abrimos a IDE, ela já estava com as mesmas configurações e até com os mesmos erros, inclusive a mesma mensagem de erro do Supabase.

Recapitulando: Ctrl+P abre a barra. Como já usamos o comando nesta sessão, ele já aparece. Caso contrário, digitamos > para abrir a paleta de comandos e escolhemos "Manage MCP Servers", que abre essa aba para a configuração.

Para configurar por aqui, podemos editar o raw file e ajustar as configurações dos MCPs. Ou podemos fazer como estávamos fazendo, pelo Antigravity 2.0, que é o nosso harness.

Sobre o curso Google Antigravity: desenvolvimento de software com agentes de IA

O curso Google Antigravity: desenvolvimento de software com agentes de IA possui 99 minutos de vídeos, em um total de 41 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Engenharia de LLMs & Agentes em Inteligência Artificial, ou leia nossos artigos de Inteligência Artificial.

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